Apucarana (PR), a Capital do Boné, ganhou a Copa do Mundo na gestão de Beto Preto

Você gosta de usar bonés? Os fãs deste acessório fazem uso dele por diferentes motivos: estilo, para passear, proteger do sol ou até para trabalhar.

De muitas cores e diferentes modelos, o boné conquista adeptos de todas as idades e no Brasil, a região de Apucarana (PR) se destaca ao falar do tema.

O município, que é conhecido como a “Capital do Boné”, se dedica como se estivesse jogando uma Copa do Mundo para honrar este título nacional.

A localidade é referência em volume de produção, gestão empresarial, qualidade, processos e inovação quando o assunto é a produção de bonés.

Apucarana tem uma produção mensal em torno de 5 milhões de peças de boné e é responsável por 70% da fabricação do produto no país.

São mais de 200 fábricas, 10 mil trabalhadores diretos e 40 mil indiretos, 7 mil máquinas de costura, 300 máquinas bordadeiras, quatro instituições de ensino superior e cinco entidades profissionalizantes ligadas ao setor.

O boné da Copa

O setor dos bonés em Apucarana é tão forte que se criou um grupo de trabalho chamado “APL de Bonés”, que se reúne para tratar assuntos de mercado.

A iniciativa facilitou que os bonés da Jornada Mundial da Juventude, Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas fossem feitos na cidade.

Das reuniões do grupo, surgiu a iniciativa “Na copa do mundo, o boné é nosso!”, apoiada pelo então prefeito Beto Preto.

A ideia era garantir que a produção de bonés oficiais da Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, ficasse por conta das fábricas de Apucarana.

Desafios no trajeto

Para que o projeto tivesse sucesso, diferentes desafios tiveram que ser vencidos.

Exemplo disso foi a necessidade de criar barreiras legais para produtos chineses, pois os produtos entram no Brasil com valor muito abaixo do custo dos produtos nacional.

Por este motivo, se criou uma comitiva de entidades na região, que junto ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços em Brasília, desenvolveu uma garantia legal para os produtos têxteis do Brasil, contra os produtos de concorrentes de outros países.

Foto Divulgação

Assim, se garantiu que o setor têxtil conseguisse competir com as empresas internacional dentro do país.

Além disso, existiam poucos recursos de crédito disponíveis no mercado para investimento em equipamentos e falta de flexibilidade da Agência de publicidade dos patrocinadores da Copa e da Globo Marcas (ADM) – licenciadora de produtos FIFA.

Porém, com parceiros e o empresariado bem alinhado nas questões das expectativas e investimentos, o objetivo foi felizmente alcançado e Apucarana produziu os produtos licenciados e brindes dos patrocinadores.

Bonés de sucesso

O projeto superou as dúvidas e se concretizou, confirmando a alcunha de que Apucarana é realmente a Capital do Boné no Brasil.

A estimativa de vendas dos bonés da copa era de 6 a 10 milhões de bonés durante a realização do evento, o que representaria o incremento de R$ 30 milhões a mais na economia local.

Além de decorar as arquibancadas e torcidas, a iniciativa empregou centenas de pessoas e reforçou a região como referência na fabricação deste produto.

Quem é Beto Preto

Carlos Alberto Gebrim Preto, mais conhecido como Beto Preto, nasceu em Apucarana, em 1968.

Formou-se em medicina pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e especializou-se em medicina nuclear pelo Instituto Rio Preto.

Foto Divulgação

Foi prefeito da cidade paranaense entre 2012 e 2018.

Atualmente, ele é secretário da saúde do Paraná.

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