A luta da prefeita Paula Mascarenhas para coibir a violência contra a mulher em Pelotas (RS)

O período de reclusão, como medidas de prevenção contra o novo coronavírus (Covid-19), no ano de 2020, vem pondo em risco mulheres vítimas de violência, e os altos números de casos vêm preocupando governos. 

Em Pelotas, segundo o Observatório de Segurança Pública, foi registrado um aumento no número de casos de lesão corporal, estupro, feminicídio consumado e tentado. Durante o isolamento social, iniciado em março, o mesmo mês registrou um feminicídio e, desde o início do ano, foram contabilizados dois casos.

O número de estupros também aumentou cerca de 38,5% em comparação a 2019. Nos três meses de isolamento no município, 12 registros foram contabilizados, enquanto que, no mesmo período do ano passado, foram sete. Os casos de lesão corporal aumentaram 14,5% neste ano em comparação ao ano anterior.

Foto Divulgação

Estas constatações deixaram o governo municipal em alerta, buscando maior aumento na fiscalização, para coibir a violência contra a mulher, por meio do Pacto Pelotas Pela Paz e da Patrulha Maria da Penha.

Para combater estes crimes, a prefeita Paula Mascarenhas lançou a campanha “Nem todo mundo está seguro em casa”, com foco na violência doméstica durante a pandemia. Cartazes foram distribuídos pelo município, para dar início às ações.

Os cartazes foram afixados no transporte coletivo pelotense, para que a população se informe quanto às maneiras de denunciar e, principalmente, reforçar que a vítima não está sozinha. 

“Temos que fazer todos os esforços para divulgar essa campanha e reduzir a violência; não ter mais nenhum feminicídio. Nada é mais importante do que isso – acabar com essa violência, pois essas práticas são inadmissíveis”, defendeu a prefeita.

Paula ainda gravou um vídeo para as redes sociais da prefeita, aderindo ao movimento de “abrir as janelas” para a violência. Segundo ela, tanto a vítima quanto quem tem conhecimento da violência devem denunciar e não ignorar a situação. 

“Tem que denunciar, tem que pedir ajuda. E, quem sabe da violência não pode cruzar os braços, não pode fingir que não viu, que não ouviu. A gente não pode mais conviver com isso na sociedade brasileira”, ressaltou a chefe do executivo.

A iniciativa conta com diversos canais de denúncia anônima. Além do já famoso 180, também é possível denunciar através do Centro de Referência de Atendimento à Mulher, delegacia Especializada no Atendimento à Mulher e Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência.

Pelotas mais humana e segura

“Nos últimos anos, Pelotas assistiu a muitos avanços. Porém, carências históricas vindas de décadas não se resolvem de uma hora para outra. A cidade é uma construção coletiva e permanente. Precisamos da ajuda de todos para construir uma Pelotas melhor para todos.”

É isto o que acredita a prefeita Paula Schild Mascarenhas desde que assumiu o governo municipal da cidade. E é nisso que se apoia em sua gestão: trazer mais humanidade.

Natural de Pelotas é professora e política. Desde janeiro de 2017, é prefeita de Pelotas, a quarta cidade mais populosa do Rio Grande do Sul. Anteriormente, foi vice-prefeita de Pelotas, e trabalhou como professora universitária e assessora política.

Graduou-se aos vinte anos de idade em Letras com habilitação em literatura francesa e, em 1998, concluiu um Mestrado em Letras. Posteriormente, completou um Doutorado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Foto Gustavo Vara

Em 1999, elegeu-se a primeira presidente do Instituto João Simões Lopes Neto, permanecendo no cargo por nove anos. Ainda no mesmo ano, convidada por Bernardo de Souza, Paula assumiu a assessoria de cultura e educação do deputado na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Durante sete anos, foi o braço direito de Bernardo.

Neste período, foi coordenadora da bancada do PPS na Assembleia Legislativa de 2000 a 2004 e chefe de gabinete de Bernardo, enquanto ele era prefeito de Pelotas, de 2005 a 2006.

Em 2012, Paula foi eleita vice-prefeita de Pelotas pelo PPS, tendo o tucano Eduardo Leite como o candidato a prefeito. Contrário à reeleição, Eduardo não se candidatou novamente em 2016 e Paula ocupou seu lugar como a candidata governista. Com o apoio oficial de onze partidos, fez uma campanha baseada na continuidade. 

Foi eleita prefeita com 59,86% dos votos, tornando-se a primeira mulher a comandar o executivo municipal e a primeira pessoa eleita no primeiro turno desde que o sistema de dois turnos foi instituído.

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